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MEDICAMENTOS PARA EMAGRECER:

INDICAÇÕES, OPÇÕES E RISCOS

 

Emagrecer é difícil, ninguém nega. A obesidade traz consigo uma série de distúrbios clínicos, às vezes, muito graves: diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares e osteoarticulares, além de diversos tipos de câncer. Para evitá-los, o ideal seria que nos alimentássemos adequadamente e adotássemos um programa regular de atividade física, mas as exigências da vida moderna acenam no sentido oposto: estamos cada vez mais sedentários e contando com maior disponibilidade de alimentos.

É comum que uma pessoa que deseja emagrecer procure a farmácia em busca de uma solução rápida, como se tomar determinado “remédio” fosse o necessário para alcançar o seu peso ideal. Porém, por trás dessa ilusória rápida perda de peso, se escondem efeitos colaterais e insucesso. O fato é que o uso de medicamentos talvez não seja o melhor caminho. Muitos especialistas são contra o uso de certas drogas, bem como, alertam para o abuso que muitos indivíduos, ou mesmo profissionais não-especialistas, andam cometendo.

Atualmente sabemos que somente o uso de drogas para emagrecer não é suficiente para uma perda de peso permanente, saudável e eficiente. A obesidade é multifatorial e num plano para perda de peso devem estar envolvidos: mudança nos hábitos alimentares, atividades físicas e uma equipe de apoio (médicos e nutricionistas). Por outro lado, já está bem estabelecido que em indivíduos muito obesos, com complicações de saúde, há uma forte indicação para o uso de drogas para a perda de peso. Somente os médicos podem prescrever alguma droga para um indivíduo obeso, fundamentando a sua escolha em rígidos critérios clínicos para a definição correta de qual medicamento usar, bem como qual paciente deve ou não se beneficiar desse tipo de tratamento, baseando sua decisão em evidências científicas comprovadamente seguras.

O Consenso Latino-americano em Obesidade preconiza que o tratamento medicamento pode ser aplicado quando :

  • I.M.C. igual ou maior que 30
  • I.M.C. igual ou maior que 25, se acompanhado de outros Fatores de Risco como Hipertensão Arterial, Diabetes Mellitus tipo 2, Hiperlipidemia, etc.
  • Quando o tratamento convencional (dieta+exercícios) não obteve êxito.

Preconiza ainda, que para haver o tratamento com medicamentos para tratar a obesidade deve-se seguir estas indicações:

  • A medicação não deve ser o único meio de tratamento (ou seja, deve estar associada a dieta + exercícios);
  • Deve estar focada para o tratamento geral do paciente e não exclusivamente para a redução de peso;
  • Sempre deve ser prescrita e acompanhada por um médico.

 

BENEFÍCIOS POTENCIAIS DOS MEDICAMENTOS PARA EMAGRECER:

 

     As pessoas respondem de formas diferentes aos remédios e medicamentos para emagrecer, sendo que algumas emagrecem mais que outras. Os remédios para emagrecer ocasionam em média perda de 4,5 kg a mais do que somente com tratamento sem medicamentos. A perda de peso máxima geralmente ocorre dentro de 6 meses após o começo do uso do remédio para emagrecer. A curto prazo a perda de peso em pessoas obesas tende a reduzir vários riscos à saúde associados à obesidade. Estudos mostram que a perda de peso com remédios melhora a pressão sanguínea, colesterol no sangue, triglicérides e resistência à insulina. 

 

RISCOS POTENCIAIS DOS REMÉDIOS PARA EMAGRECER:

 

1.       Risco de abuso e dependência.

Atualmente todos os remédios para emagrecer aprovados para tratamento da obesidade, são substâncias controladas, o que significa que o médico deve seguir certas restrições antes de receitá-las. O médico deve ter cuidado ao receitá-los a pacientes com histórico de abuso de álcool ou drogas.

2.     Desenvolvimento de tolerância.

A maioria dos estudos sobre remédios para emagrecer mostra que o nível de peso tende a se estabilizar depois de 6 meses de utilização da medicação. Porém, ainda não está claro se a diminuição na perda de peso é devido à tolerância ao remédio. 

3.     Relutância de fazer mudanças no comportamento enquanto usa o remédio para emagrecer.

Pacientes usando remédios para emagrecer correm o risco de negligenciar as mudanças na dieta e níveis de atividade física necessárias para o emagrecimento. 

4.     Efeitos colaterais.

Embora os efeitos colaterais dos remédios para emagrecer sejam na maior parte moderados, foram relatadas algumas raras reações sérias. Os efeitos colaterais mais comuns são:

·         Irritabilidade;

·         Ansiedade;

·         Nervosismo;

·         Náuseas;

·         Boca seca;

·         Dor abdominal;

·         Diarréia;

·         Depressão;

·         Disforia (uma mistura de humor instável, euforia, irritação, agressividade e depressão);

·         Perda de memória;

·         Insônia;

·         Cefaléia;

·         Confusão mental;

·         Alucinações;

·         Taquicardia;

·         Aumento da pressão arterial;

·         Dependência;

·         Perda muscular;

·         Deficiência de vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K).

  

DURAÇÃO DO TRATAMENTO:

 

Sabe-se que a suspensão temporária dos medicamentos leva a retomada de ganho de peso. Dessa forma, aconselha-se que a duração do tratamento seja prolongada, tanto quanto seja necessário, em particular em pacientes que apresentem outros fatores de risco. Lembramos que o uso isolado do medicamento deve ser evitado. A dieta e os exercícios físicos devem estar fortemente inclusos no tratamento, para que quando da suspensão gradual do medicamento, o novo peso seja mantido, conforme mostram algumas pesquisas realizadas.

Por outro lado, se após 3 meses de tratamento medicamentoso não se atingir 5% de perda de peso, o medicamento deve ser reavaliado pelo médico, ou mesmo suspenso por este.

O uso de qualquer medicamento pode levar a simples efeitos colaterais, suportáveis, e que não agridem seriamente a saúde do indivíduo, mas também podem ocasionar sérios efeitos, com prejuízo a saúde. Daí a necessidade da realização de estudos clínicos bem controlados e bem desenhados para a real comprovação da eficácia e da isenção de efeitos colaterais mais sérios.

  

CONCLUSÕES:

 

O uso de medicamentos para emagrecer é eficaz no tratamento da obesidade, mas somente nos casos que tenham indicação. Conforme vimos, o tratamento para a obesidade é fundamentalmente uma mudança de comportamento (alimentação saudável e exercícios). Procure o apoio de profissionais especializados, como médicos e nutricionistas, eles sim saberão escolher o melhor plano de emagrecimento, e também saberão aplicar, quando necessário, algum medicamento para ajudar no tratamento.

 

 

Depoimento: INIBIDORES DE APETITE X DROGAS

Conversando com um parente sobre o projeto e seu tema, este parente contou-me que, na época de estudante, seus amigos utilizavam muito bebidas alcoólicas com inibidores de apetite, surtindo o mesmo efeito de drogas como a maconha ou cocaína.

Disse-me que adquiriam os medicamentos em farmácias ou até mesmo conseguiam em casa, quando os pais usavam os inibidores em tratamentos para emagrecer.

Os efeitos sobre seus amigos eram de que eles ficavam fora de si, diziam coisas sem nexo e manifestavam sentimentos extremos. 

 

Comments (1)

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Nádie Christina Ferreira Machado said

at 2:42 pm on Jan 30, 2009

Oi meninas!

Este ângulo dos "malefícios" ainda não havia sido abordado e pode contribuir bastante para ampliar as "certezas" e/ou as "dúvidas". Talvez seja o momento de revê-las e incluir estas descobertas no novo mapa. Acredito que representaria bem o momento atual do PA. O que acham?
Um carinhoso abraço,
Profa. Nádie

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